domingo, 10 de setembro de 2017

Memórias de Braga: Feira Popular


A Associação Braga+ promove na próxima quinta feira dia 14 de Setembro, pelas 21h30, mais uma sessão de Memórias de Braga, desta vez para recordar a antiga Feira Popular de Braga.

A Feira Popular que decorreu entre 1961 e 1964 tinha lugar no Parque da Ponte foi um importante marco dinamizador da cidade que hoje poucos bracarenses se recordam e muitos não sabem da existência daquela que foi uma das primeiras e mais importantes "Feiras Populares" do país. Para nos falar dessa mesma Feira Popular, da sua implantação e vivência são convidados Manuel Vilas Boas e Casimiro Gonçalves Pereira e moderação a cargo do historiador Rui Ferreira.

Esta iniciativa, que se realiza no auditório do Museu do Traje Dr. Gonçalo Sampaio, dá sequência à pretensão da Braga + em recolher testemunhos e memórias bracarenses.

No “ciclo de memórias” cada conversa é informal e cujo objetivo é a troca de conhecimentos entre o público e os convidados, partilhando-se as memórias que se querem vivas sobre as vivências da nossa cidade.

Entrada livre. Contamos com a presença de todos.

Vídeo do Percurso de Sobreposta à Citânia de Briteiros

Fotos do Percurso de Sobreposta à Citânia de Briteiros

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

+ PATRIMÓNIO: Percurso de Sobreposta à Citânia de Briteiros.



A Braga + em parceria com a Associação Social e Cultural de Sobreposta organiza no dia 9 de Setembro (sábado), mais um percurso patrimonial, desta feita com uma inédita visita pelo património e natureza das freguesias de Sobreposta e Salvador de Briteiros onde se inclui uma visita Guiada a Citânia de Briteiros e ao Museu de Cultura Castreja.

Esta iniciativa, tem ponto de encontro e saída marcada para as 09h00, no parque de
estacionamento do INL/Rodovia, de forma a serem organizadas
boleias. A deslocação será feita nas viaturas próprias até Portuguediz, Sobreposta, onde iniciaremos o percurso visitando a Eira das Lages e os moinhos aí existentes.

O objetivo desta visita guiada é dar a conhecer o património de uma das freguesias
mais desconhecidas de Braga mas, ao mesmo tempo, das mais encantadoras, assim como os magníficos exemplares de cultura castreja da nossa região.

A entrada na Citânia de Briteiros terá a exígua quantia de 1.50€. O percurso será orientado pelo Doutor Gonçalo Cruz, arqueólogo e atual diretor da Citânia, estando previsto que termine por volta das 13h00 nos Moinhos e Parque de lazer da Tojeira para almoço partilhado e convívio para quem assim pretender.

Aconselhamos todos os participantes a optarem por trajes confortáveis e adequados à caminhada que terá uma extensão de cerca de 8 km.

A inscrição deverá ser efetuada através do email associacaobragamais@gmail.com. Na respetiva inscrição deverão indicar se levam transporte (viatura própria) e quantos lugares têm disponíveis.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

+PATRIMÓNIO: Visita Guiada às Convertidas



O Recolhimento de Santa Maria Madalena, normalmente conhecido como Casa das Convertidas por ter cumprido a função de recolhimento de "mulheres convertidas a Deus, arrependidas dos seus erros" foi foi instituído em 1722 pelo Arcebispo de Braga D. Rodrigo de Moura Teles, classificado em Novembro de 2012 como Imóvel de Interesse Público mas demora em ver dias mais felizes quanto à sua reabilitação e fruição.

Para que este belo monumento ainda desconhecido da maioria dos bracarenses não caia no esquecimentos e para relembrar a necessidade da sua reabilitação, a Braga Mais, no âmbito das comemorações do dia de Sta. Maria Madalena (consultar aqui o programa) promovida pelo grupo de voluntários "Amigos das Convertidas" realiza uma visita guiada ao interior e exterior deste complexo com muita história e simbolismo e com uma riqueza arquitectónica do período barroco.

Todos os interessados deverão comparecer no próximo domingo, dia 23 de Julho, pelas 10h00 na entrada do edifício. A entrada é livre e não é necessária inscrição.

sábado, 17 de junho de 2017

Memórias de Braga: Rei David



O próximo Memórias de Braga está integrado no programa do São João de Braga 2017 e é dedicado à mítica Dança do Rei David, uma tradição que sai às ruas a 24 de Junho e que vai passando de geração em geração numa família de Palmeira.

Oradores: José Alberto Nogueira, José Carlos Nogueira
Moderador: Rui Ferreira

No “ciclo de memórias” cada conversa é informal e cujo objetivo é a troca de conhecimentos entre o público e os convidados, partilhando-se as memórias que se querem vivas sobre as vivências da nossa cidade.

DANÇA DO REI DAVID:
A dança do Rei David é outra das tradições mais relevantes das festas de São João em Braga. Constituída por 13 elementos, um dos quais o Rei David, que se destaca ao centro. O grupo está dividido em duas filas de seis elementos cada. Cada fila tem um guia, cuja missão é iniciar a dança e interagir com o Rei. A melodia que acompanha a dança é constituída por “duas partes de doze compassos binários”. Segundo José Gomes, a música atualmente utilizada é oitocentista, devendo-se a sua autoria a um monge agostinho do Convento do Pópulo. Quanto à dança, o mais caraterístico é um passo tipo polca, em que uma das pernas está
elevada com o joelho dobrado sobre a cinta, enquanto a outra suporta o peso total do corpo.
Frequentemente associada ao auto do Carro dos Pastores, tem também origem nos quadros exibidos nas procissões sanjoaninas do período barroco, discutindo-se a influência que poderá ter recebido da Mourisca, com cuja configuração detém semelhanças. Trata-se, provavelmente, da tradição mais antiga associada aos festejos bracarenses, tendo mantido uma regularidade assinalável quer quanto à música, quer quanto à forma. A origem da dança do Rei David, que já se tornou no maior ícone das festas sanjoaninas, continua até hoje por apurar. São muitas as vozes que atiram a sua origem para o século XVI, nomeadamente para a Mourisca, tradição que já abordamos e que nasceu associada às celebrações do Corpus Christi. Esta tradição chegou aos nossos dias, pois, durante várias gerações, foi conservada por uma família da freguesia de Palmeira, que orgulhosamente a foi transmitindo de pais para filhos. O protagonista da dança representa a destacada figura bíblica do pastor que se tornou monarca do Povo de Deus ao derrotar o Golias: o Rei David. Diz-nos José Gomes, que existe uma referência documental à dança do Rei David datada de 1726, na qual se refere que esta dança deveria ser levada a cabo pelos correeiros, sirgueiros, pasteleiros e palmilheiros.